Pássaro na Mão
Em 2007, os fundadores Brian Chesky e Joe Gebbia, moravam juntos e estavam tendo problemas para pagar seu aluguel em São Francisco. Uma conferência de design tinha lotado os hotéis nos arredores, e eles tiveram a ideia de cobrar por um espaço dentro da própria casa. Com três colchões de ar e a promessa de um café da manhã fresco por US$ 80, nascia o Airbed & Breakfast.
Perda acessível
Chesky e Gebbia investiram pouquíssimo na empreitada: só precisaram do colchão, e um website simples – o que faz sentido, já que o problema que tinham era justamente falta de verba.
Manta de retalhos
Depois da conferência, conseguindo 3 clientes, a dupla percebeu que a ideia poderia crescer. Sem experiência com programação, eles convidaram um amigo, o engenheiro Nathan Blecharczyk, para participar da ideia e criar um website mais sofisticado.
Limonada
Já em 2008, para crescer o negócio, eles precisaram de mais dinheiro, e tiveram uma ideia criativa. Aproveitando a corrida presidencial, decidiram arrecadar fundos e ao mesmo tempo marcar sua presença durante a convenção nacional do partido democrata. Compraram mil caixas de cereais genéricos, personalizaram com desenhos dos dois candidatos, Barack Obama e John McCain, e foram até Denver, onde acontecia a convenção, para vendê-las por US$ 40 cada. O evento tinha lotado os hotéis da cidade, era a oportunidade perfeita para oferecer outros colchões e listar novas residências na plataforma. Voltaram com US$ 30 mil dólares, presença na mídia e algumas caixas de sobra.
Em 2009, ainda lutando para sobreviver, mas já um pouco mais conhecidos, conseguiram uma vaga em uma aceleradora de startups, se dedicaram a refinar o conceito e reduziram o nome para Airbnb.
Piloto de avião
O Airbnb agora já contava com diversas casas cadastradas e investidores interessados, faltava só uma clientela crescente.
Em 2010, três anos após a ideia original, Chesky e Gebbia foram a campo, “gastando a sola do sapato e não dinheiro”, onde conversaram diretamente com parceiros e usuários pré-existentes e potenciais.
Eles queriam entender como deixar os clientes confortáveis para reservarem as moradias listadas no site. (Chesky havia morado por alguns meses, exclusivamente em casas do Airbnb, o que foi extremamente útil para entenderem do próprio negócio).
Foi então que tiveram a grande sacada: fotografar eles mesmos, mas de modo profissional, as casas listadas para deixá-las mais atraentes. Essa iniciativa fez com que aumentasse entre duas e três vezes mais reservas. A partir daí o AirBnB disponibilizou uma equipe gratuita de fotógrafos para todas as moradias listadas na plataforma. Assim a plataforma cresceu 800% em um ano, e os investimentos, agora a casa dos milhões.
Dez anos depois da ideia inicial, o Airbnb é um unicórnio, termo utilizado no Vale do Silício para descrever startups com avaliações bilionárias. Atualmente, ele é avaliado em 29,3 bilhões de dólares.
Pássaro na Mão
Cristina foi comprar bacon no mercado e achou todos horrorosos. Voltou para casa, procurou no Google: como fazer bacon. Fez, ficou horroroso, desistiu.
Um dia, limpando a casa, achou um curso em apostila e DVD, da Universidade de Viçosa, sobre defumação e produção de linguiças, que o marido havia comprado e não avisado, e resolveu estudá-los (a ideia o bacon não saia de sua cabeça).
Perda acessível
Era final de ano, Cristina comprou 5kg de carne, temperos, conseguiu tripas com o açougueiro, pegou um moedor de carne manual e produziu sua primeira linguiça.
Gastou apenas com os ingredientes para produzir.
Manta de retalhos
Cristina serviu a linguiça nas festas de final de ano da família, para as visitas que recebia em casa e também começou a vender para as amigas que encontrava na cidade. Sempre colhendo informações sobre a qualidade, para poder ajustar, melhorar e padronizar sua linguiça. Como a cidade é pequena e todos se conhecem, o apoio dos moradores foi essencial.
O marido a apoiou financeiramente com a construção da cozinha e compra de um freezer, e a filha pegando junto.
Limonada
No início, todo o dinheiro que entrava era investido em propaganda e compra de equipamentos, o lucro era inexistente. Cristina teve a ideia de divulgar seu negócio, fornecendo alguns produtos para pequenos cozinheiros digitais locais, que possuem canais de receita. Este tipo de divulgação lhe rendeu um excelente retorno em vendas.
Aproveitou também para ampliar o cardápio, ao aprender a fazer defumados, e agora o seu bacon é excelente!
Piloto de avião
Hoje, após 3 anos, e com a Charcutaria Brutus já bem estabelecida no mercado local, Cristina começou a ministrar cursos de charcutaria. Muitas pessoas a procuraram querendo obter o conhecimento para poderem produzir em suas regiões.
Pássaro na Mão
Em 2012, Melissa Pelhon morava em um condomínio enorme de 560 casas em Cotia-SP. Um grupo no Facebook havia sido criado para comunicação interna entre os moradores e estes aproveitavam para anunciar seus negócios. Porém os anúncios se perdiam na time line, a frequência era repetitiva dos mesmos anúncios e mesmo assim os moradores acabavam se esquecendo.
Pensando em causa própria (para aproveitar a onda e vender comida tex-mex no condomínio) e também para dar uma força aos vizinhos, Melissa desenvolveu uma vitrine online, cadastrando, gratuitamente, todos os moradores que vendiam seus produtos e serviços dentro e fora do condomínio: salão de beleza, doces e salgados para festas, artesanto, DJ, petshop, costureira e outros. Logo de cara a vitrine online foi um sucesso, os moradores passaram a consultá-la com frequência e as vendas dos condôminos empresários cresceram enormemente! Inclusive a venda de comida tex-mex. Mas em 2014, Melissa mudou-se para Florianópolis.
Já em 2020, resolveu desengavetar a ideia e replicar a vitrine online, criando a Vitrine Solidária. Estudou e aprendeu a utilizar outras ferramentas para desenvolver o site e teve uma grande ajuda do marido, que é desenvolvedor web.
Perda acessível
Melissa precisou apenas de tempo para poder estudar novas ferramentas, desenvolver o site da Vitrine solidária e estudar sobre marketing digital.
Manta de retalhos
Melissa começou falando com ONGs que já conhecia (GE Universo, GE Sambaqui e ASPI), e também conversou com outras que abraçaram a ideia (Ponto de Amor e Semente Viva), todas do bairro. Também conversou com empresários conhecidos da região, para anunciarem no site.
Quando entrou para o SEBRAE Delas e apresentou a Vitrine Solidária, o site cresceu, muitas mulheres abraçaram a ideia e cadastraram seus negócios na Vitrine Solidária. O sentimento de sororidade foi enorme. Logo vieram outras mulheres de outros grupos.
Limonada
Melissa achou que por ser algo solidário (anúncios no site colaboram com ONGs), logo de início as pessoas iriam se cadastrar pagando pelos planos. Porém não aconteceu como o esperado, e logo mudou para anúncios GRÁTIS no site. Dessa maneira conseguiu encher a Vitrine Solidária de Pequenos Negócios para só depois cobrar pelos planos de marketing digital.
Piloto de avião
A tecnologia e as tendências mudam o tempo todo, sabendo disso e acompanhando essas mudanças, Melissa está sempre promovendo melhorias para aprimorar a experiência dos Pequenos Negócios, ONGs e consumidores no site da Vitrine Solidária.
Nosso avião já está pronto para decolar, venha fazer parte desta viagem conosco.